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Por que a IBM comprou empresa de cloud?
Por  Rodrigo de Oliveira Mello em 10/05/2010, 12:01
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Não foi por acaso que a IBM escolheu o Impact 2010, evento realizado esta semana em Las Vegas, para anunciar a aquisição da empresa norte-americana sediada em Mountain View, a Cast Iron Systems, especializada na oferta de serviços de cloud computing. A aquisição da jovem companhia californiana, fundada em 2001, amplia a oferta da IBM na área de serviços, mas reforça principalmente o portfólio de integração da empresa, liderado pela plataforma WebSphere, o centro das atenções do evento.

“What you could change the world?” Com essa pergunta a IBM abriu o Impact 2010 em Las Vegas, na manhã de segunda, dia 3, para uma platéia composta de 6 mil participantes, representando mais de 50 países. O evento terminou no dia 05 e reforçou a estratégia da companhia em posicionar o Websphere como uma solução de middleware estratégica para implementação de SOA e BPM, pilares imprescindíveis, segundo a empresa, para permitir às companhias fazerem negócios mais inteligentes.

Na abertura do evento, Steve Mills, VP Sênior da área de Software da IBM, mostrou a evolução dos ambientes de TI e a necessidade de um ambiente de software integrado, o que reforça sua oferta de middleware, que inclui, além do Websphere, Tivoli e Lotus. Com essa composição, a IBM acredita ter os meios necessários para que as empresas evoluam seus ambientes de Tecnologia da Informação para um mundo “orientado, dinâmico e integrado”.

Para reforçar essa posição, a IBM convidou para discursar no evento a professora da Harvard Business School, Rosabeth Moss Kanter. A mensagem da especialista foi clara: as empresas precisam pensar em mudar o mundo. Ser inovador é mais do que pensar diferente, é fazer diferente. Segundo ela, a Tecnologia da Informação é peça fundamental para essa transformação, mas precisa ser vista de uma forma também diferente.

Cloud em doses homeopáticas

A receita da IBM para fazer diferente foi pontuada pela palavra “smart”. E o que significa ser “smart” na visão da IBM? Significa ser inteligente e fazer negócios inteligentes. Para chegar a isso, a big blue vem entoando seu mantra de SOA e BPM, como as duas grandes ofertas que permitem chegar a esse universo inteligente de negócios. Relacionar essa estatégia com o ambiente de middleware da empresa é o grande desafio da IBM, o que também exige da companhia inteligência na hora de disponibilizar essas soluções.

A aquisição da empresa californiana Cast Iron Systems é, na verdade, o primeiro passo rumo a esse desafio, o de compor uma oferta que reúna suas soluções em uma plataforma de serviços integrados, seja Software as a Service ou Cloud Computing. Com as soluções da Cast Iron e o seu ambiente de middleware, a IBM compõe uma plataforma de serviço que permite aos clientes integrar as chamadas aplicações em nuvem.

Nos exemplos citados por ambas as empresas, durante o anúncio da aquisição, foram apresentados cases da Cast Iron com empresas que conseguiram integrar aplicações em nuvem, permitindo que essa solução seja compartilhada entre a companhia e seus parceiros com a mesma performance e em tempo real. Entre os exemplos citados estão a Allianz, Britsh American Tobacoo, Krueger International, PGP Corporation e a Salesforce.com.

A compra da Cast Iron está longe de representar uma intenção de brigar pela oferta de cloud computing, com um Google, por exemplo, diz o VP mundial de software da IBM Steve Mills. Na verdade, esse movimento da IBM sinaliza uma estratégia que segue um caminho inverso, ela está mais alinhada com uma oferta de “plataforma as a service”, seguindo um percurso que parte da infra-estrutura, passa pela plataforma até chegar a aplicação.

Essa oferta de cloud em escala faz sentido quando olhamos para o modelo de software da IBM, calcado em uma plataforma de middleware diversificada, reflexo da trajetória que a empresa seguiu ao longo dos últimos anos. Hoje, essas ferramentas agrupam marcas como Tivoli, Websphere, Lotus e Rational. Ao oferecer integração de aplicações em cloud computing a IBM esta valorizando o que ela acredita ter de melhor, isto é, sua plataforma de middleware.

Para reforçar sua estratégia de cloud computing, a IBM anunciou funcionalidades para o WebSphere. A lista de produtos e serviços é extensa, mas segundo Paulo Mello de Souza, responsável pela linha WebSphere no Brasil, os novos recursos trazem maior poder ao usuário de negócios, de forma que ele possa usar a TI sem tanta interferência e com mais independência.

*Graça Sermoud participou do Impact 2010 a convite da IBM Brasil

Fonte: www.decisionreport.com.br

Categoria: Comunicação

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