:: coblog Fronte Sul Consultoria & Franchising | Eficiência Ecológica , Indústria Automobilística e Consumo
  Fronte Sul Consultoria & Franchising
Link Permanente    
 
Eficiência Ecológica , Indústria Automobilística e Consumo
Por  Glaucia em 24/08/2009, 13:08
 |   | 
| |
       

As diferenças no comportamento de consumo no mundo se diferenciam pela maior ou menor necessidade que o indivíduo tem em relação a cada bem de consumo. É certo que em países e regiões menos desenvolvidas, as necessidades são mais básicas como o acesso à saúde, ao alimento, à moradia, à educação. Em contrapartida, nos países e regiões em desenvolvimento já se encontra um mercado de consumo em constante ascensão e em países desenvolvidos, em muitos casos, há o consumo desenfreado e, não raro, irresponsável.
No Brasil, país de dimensões continentais e classicamente rotulado como “em desenvolvimento”, convive-se com as três realidades: a da busca para o suprimento das necessidades básicas, a do alcance dos produtos dos sonhos e a do consumo desenfreado.
Percebendo essas realidades, propomos aqui uma reflexão em relação à produção automobilística no Brasil e no mundo. Muito se fala das alternativas de produção sustentável e da produção de produtos ecologicamente corretos, contudo o que vemos na indústria automobilística americana é a continuidade da fabricação de automóveis grandes, luxuosos e que poluem, poluem muito. Mesmo que alternativas voltadas ao uso de catalisadores mais eficientes e outros aspectos tenham diminuído os gases poluentes emitidos por esses automóveis, o que está em xeque é muito maior do que essas medidas paliativas. O momento é de se reconceituar o produto automóvel. Se o carro for percebido apenas um meio de transporte que facilita a vida das pessoas e permite que elas ganhem tempo, já se tem como vislumbrar um novo conceito e criar um novo meio de transporte não poluente, com peças totalmente recicláveis, de baixo custo e acessível a um número cada vez maior de pessoas. Certamente essa questão já foi levantada, pesquisada e traduzida em protótipo. O Japão está na liderança dessa iniciativa, mas, interesses financeiros, econômicos, políticos e de relações internacionais inibem que o Japão lidere essa “reengenharia conceitual automobilística”. Por outro lado, a General Motors está desenvolvendo um carro elétrico composto com materiais totalmente recicláveis, entre os materiais está uma espécie de policarbonato ( leve, bonito e altamente moldável ). Mas, a iniciativa de General Motors parece mais uma oficina de criatividade do que um propósito de reconceituação do produto. E ainda, na Índia o Sr. Tata propõe o “carro dos pobres”, veículo automotivo de baixo custo, econômico, menos poluente. Na verdade, uma “gambiarra” ainda inspirada no carro convencional com o objetivo de atender a demanda do primeiro grupo de consumo descrito no início deste artigo, ou seja, daqueles que necessitam prioritariamente de alimento, moradia, saúde e educação.
Sob a ótica da indústria automobilística, é fato que estamos vivendo uma crise conceitual que esbarra em interesses econômicos, mas devemos avaliar essa crise também pela ótica do consumo. Se os consumidores exigissem o novo conceito automobilístico, a indústria seria obrigada a se render à realidade do mercado. Os consumidores deveriam comprar só os carros totalmente ecologicamente corretos. Se houvesse um grande movimento mundial nesse sentido, haveria uma mudança radical e teríamos os nossos novos veículos automotivos em pouco tempo. A questão, no entanto, é mais complexa, pois para que houvesse carros elétricos, por exemplo, deveria haver também uma infra-estrutura para que esses carros fossem recarregados. O carro da GM tem uma autonomia de 65 km, a partir daí, se não recarregado, utilizará um combustível comum (no caso dos EUA, a gasolina e no Brasil poderia ser o álcool ). Além disso, por enquanto, esses protótipos tanto japoneses quanto americanos, são caros, caríssimos e desta forma, num primeiro momento, inviabiliza-se sua comercialização em massa ( fato que deve ser superado com o passar do tempo ).
Por outro lado, na tentativa de esperar que essa revolução conceitual aconteça, é possível iniciar ações que sejam eficientes partindo da iniciativa individual e também do incentivo público e privado. Proponho aqui algumas alternativas :
1ª) Criação da cultura da carona – A carona pode ser incentivada pelas empresas através da avaliação individual. Cada colaborador vai perceber isso como um aspecto positivo a ser conquistado junto ao seu superior imediato. O governo pode dar incentivos fiscais ( redução ou isenção de IPVA) a cada motorista cadastrado na empresa como um cidadão que oferece carona;
2º) Criação da postura Ecológica – O consumidor exigir a cada compra de automóvel as questões de responsabilidade ambiental e, o governo incentivar as indústrias a essa prática;
3º) Cada cidadão fazer a sua parte no que se refere à consciência ecológica: promoção de debates sobre o assunto, eventos comunitários, incentivo ao uso da bicicleta ( quando possível), propostas junto ao poder público, entre outras alternativas.
A eficiência em relação à responsabilidade ambiental que deseja-se da indústria automobilística no Brasil e no mundo deve começar por cada um de nós.

Categoria: Artigos

 Nome:  E-mail: 
Verificação:
não entendi
Comentário: 0 caracteres digitados de 256 
Login
Recados
Últimos Comentários
Categorias
» Administração (1)
» Artigos (4)
Histórico
» Outubro de 2011 (1)
» Agosto de 2009 (1)
» Maio de 2008 (2)
» Março de 2008 (1)
Administração
Usuário: 
Senha:   
Mudar Senha | Esqueci a Senha
® 2007 Coblog - Desenvolvido por Corinfo Soluções WEB. Todos os direitos reservados