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Cidades Digitais no Brasil
Por  Lugues em 14/07/2010, 14:02
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Assunto: Cidades Digitais no Brasil

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, futuro presidente da Telebrás, disse, em entrevista exclusiva ao G1, que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado na última quarta-feira (5) pelo governo, deve quadruplicar a quantidade de cidades digitais no país.



A expectativa é que pelo menos 500 novas cidades digitais sejam criadas até 2014 e que as já existentes “sejam potencializadas”. Atualmente, o país tem 122 cidades digitais. Se a expectativa for confirmada, 9% dos 5.564 municípios do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), serão digitais.

Um exemplo bem-sucedido é a cidade de Piraí, no Rio de Janeiro, que teve melhora de seus índices socioeconômicos desde que passou a fornecer acesso gratuito aos moradores e a integrar os serviços públicos municipais por uma rede sem fio.

“Posso dizer que triplica ou quadriplica. Esse estudo não foi feito, mas, pela tendência natural, é de se esperar que se possa colocar pelo menos 160 cidades novas por ano. Hoje temos 122, e esperamos ter mais umas 500 cidades até 2014 tranquilamente, num número conservador”, afirmou Santanna.

“Com o plano vai ter tantas cidades [interessadas] que a gente não vai nem ter dinheiro para financiar. E também as próprias cidades vão tomar essa iniciativa, delas mesmas construírem cidades digitais, porque vão comprar banda mais barata”, disse Santanna.

Segundo o secretário, as cidades digitais são um projeto lucrativo. “As prefeituras, mesmo sem subsídio do governo, têm interesse em construir cidades digitais. A prefeitura, se quiser, pega o dinheiro emprestado do BNDES, moderniza a cidade, arrecada mais impostos e retorna o dinheiro para o caixa. Só com a economia administrativa com telefone na prefeitura paga [o custo da construção da cidade digital]”, disse.

O custo de uma cidade digital depende de vários fatores: tamanho da cidade, tipo de equipamento utilizado, topografia do município, número de habitantes. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) tem uma linha de crédito que financia cidades digitais. O valor, no entanto, é limitado a R$ 60 milhões.

A taxa de juros do programa de financiamento do BNDES é de 6% ao ano, mais 1% de taxa de risco e 0,9% de remuneração básica do banco. O prazo de financiamento é de oito anos e cobre até 100% em equipamentos nacionais. Até 35% dos recursos podem ser utilizados para tecnologia da informação.

Segundo a assessoria do BNDES, de 1998 a março deste ano foram aprovados R$ 872 milhões pelo programa. A expectativa é que com a implementação do plano de banda larga os recursos disponíveis para esse tipo de financiamento aumentem, afirmou Santanna.

Banda larga

O projeto de expansão da banda larga anunciado na quarta prevê acesso a preços que variam de R$ 15 a R$ 35 reais, dependendo da velocidade da internet. A Telebrás será a “espinha dorsal” ou gestora do plano e as empresas privadas levarão o serviço ao consumidor final.

De acordo com o futuro presidente da estatal, a redução dos preços vai estimular os governos locais a investir em telecentros (espaços públicos em que a pessoa tem acesso à internet gratuitamente).

“Com o plano vai ter cidades [interessadas] que a gente não vai ter nem dinheiro para financiar. E também as próprias cidades vão tomar essa iniciativa, delas mesmo construírem cidades digitais, porque vão comprar banda mais barata”, disse Santanna.

Segundo o secretário, as cidades digitais são um projeto lucrativo. “As prefeituras, mesmo sem subsídio do governo, têm interesse em construir cidades digitais. A prefeitura, se quiser, pega o dinheiro emprestado do BNDES, moderniza a cidade, arrecada mais impostos, e retorna o dinheiro para o caixa. Só com a economia administrativa com telefone na prefeitura paga [o custo da construção da cidade digital]”, disse.

Crescimento do PIB

O futuro presidente da Telebrás disse ainda que as perspectivas de quadruplicar a quantidade de cidades digitais e triplicar o acesso em geral da banda larga no Brasil podem ter um impacto de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2014.

“Estudos internacionais mostram que cada 10% de avanço na penetração da banda larga impacta em 1,4% o PIB. Considerando o crescimento do PIB de 1,4% a cada dez pontos percentuais de crescimento da banda larga, dá para se dizer que esse impacto é maior que 2,5%. Isso fazendo uma análise conservadora”, afirmou Santanna.

O plano do governo prevê levar internet de banda larga para 40 milhões de domicílios até 2014. Atualmente, segundo o governo, são atendidos apenas 11,9 milhões de domicílios.

Categoria: Administração

Lugues    14/07/2010,14:06
Senhores, está aí uma área em que a Radiante pode ser inserida, estou em conversa com a furukawa para uma parceria nesse sentido, se conseguirem algum contato das prefeituras em nossas regionais que tenham interesse no projeto de cidades digitais entrem em contato comigo.

Abraços

Paulo Roberto Lugues
Gerência de Negócios

41-3311-9498

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