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BRIC
Por  Angelo Oliveira em 21/10/2008, 09:56
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IBM: crescimento em países emergentes

A IBM espera que as vendas em países em desenvolvimento, como Brasil, Rússia, Índia e China, continuem a crescer em um nível saudável pelo menos nos próximos seis meses, disse o CEO da companhia, Mark Loughridge.

A maior empresa de serviços de tecnologia do mundo viu as vendas nesses países e em outros mercados emergentes se elevarem muito mais rapidamente do que nos Estados Unidos, na Europa Ocidental e em outras economias desenvolvidas nos últimos anos.

Loughridge disse em uma entrevista na quinta-feira (16/10) esperar que a tendência continue, uma vez que governos, agências estatais e grandes corporações contratam a IBM para ajudar em projetos de modernização em áreas como telecomunicações, serviços bancários e sistemas de transporte.

"Há grandes oportunidades para o desenvolvimento desses projetos de infra-estrutura”, afirmou.

Para o terceiro trimestre encerrado em 30 de setembro, a IBM relatou um aumento de 51% das vendas para a Rússia, 28% para o Brasil e 24% para a Índia. As vendas globais subiram 13% em países emergentes durante o período.

Como comparação, os Estados Unidos apresentaram um crescimento de apenas 1%, a Europa, o Oriente Médio e a África, de 10%, e a Ásia, 6%.

Loughridge disse que a receita cresceu apenas 3% durante o trimestre na China. Mas ele atribuiu o fraco desempenho aos Jogos Olímpicos de Pequim, dizendo que os negócios em geral caíram na China porque o país estava ligado na Olimpíada.

"A China estava muito forte no início do trimestre. Houve uma pausa nos Jogos Olímpicos. Nós esperamos que volte no quarto trimestre", disse.
Fonte: Reuters
20/10/2008

Para muitas empresas globais, a Bric tem sido o salvador da pátria para os resultados financeiros, mas isso em partes, pois no caso do Brasil se dólar continuasse a valorizar frente ao real, isto seria terrível para o envio de remessas, já que os balanços são dolarizados.
As atitudes do Banco Central e do BNDS de injetar dinheiro na base da economia brasileira e evitar o efeito gargalo e conseqüentemente o efeito dominó da recessão no Brasil.
Já era fato que a Bric seria vista como a menina dos olhos para as grandes empresas, isso vem fortalecendo ainda mais a confiança dos investidores internacionais nestes países, fazendo com que, o efeito manada, de retirada dos investimentos em bolsa e infra-estrutura, seja minimizado, evitando o colapso brasileiro.
O Brasil tem sido uma pedra no sapato dos países de primeiro mundo e para os países emergentes tem sido um motivo de exemplo a se seguir. Claro que problemas todos temos, mas a armadura do Brasil resistiu e resiste muito bem a essas batalhas econômicas Globais.
Mesmo com produtos de tecnologia de meio as empresas quem encontrando nos países da BRIC um local de desovar tais produtos, haja vista que o Brasil que encabeça a relação é um dos maiores exportadores de matéria prima, física e intelectual. Como nosso parque industrial está sucateado desde a década de 80, ainda corremos o risco de sermos dependentes tecnologicamente dos paises desenvolvidos.
Agora só podemos esperar os reflexos do Natal e do volume negociado na 25 de março, no Brás e nos shoppings. Pois o Governo está fazendo de tudo para não elevar o custo do dinheiro. Há quem veja oportunidades perante as crises, você é uma dessas pessoas ?
Nada melhor do que um dia após o outro para ver aonde tudo isso irá parar, creio que a tendência é de que o Brasil saia dessa apenas com alguns pequenos arranhões...
Existem situações que não tem como recuperar, é o caso de um amigo que investiu mais de R$ 200,00 na bolsa e perdeu tudo... Claro que isso foi na bolsa da mulher dele... fazer o que, todos nós estamos correndo riscos.



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iPhone Brasil
Por  Angelo Oliveira em 26/09/2008, 11:46
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Enfim chegamos a ERA do iPHONE legalizado no Brasil. Mas será que até então ninguém possuía um iPhone antes das operadoras brasileiras começarem a comercializá-lo no país? Será que o Brasil teve realmente que esperar todo esse tempo para algum tupiniquim possuir o aparelho da Apple ? Como dizem as pesquisas e os noticiários locais e alguns até internacionais, o Brasil esta crescendo “tecnologicamente” o consumo de computadores vem aumentando em Progressão Geométrica o acesso à Internet (horas) ultrapassa os países mais “desenvolvidos”, mesmo que o acesso seja feito pelo discador e com a altíssima velocidade de 56Kbps, é praticamente a velocidade da luz. Mas o comentário disso tudo é para chegar ao ponto que mais uma vez meche com todos nós brasileiros, mas chamo de brasileiros todos que vivem no Brasil independente de ter nascido em outros paises.
Nesta semana a Claro e a Vivo, graciosamente divulgaram o lançamento da venda do aparelho iPhone 3G no Brasil, mesmo que com limitações geográficas pois em muitas cidades a tecnologia 3G ainda não está disponível. Mas bem, continuando, o valor do tão quisto aparelho chega as mãos dos mortais pela bagatela mínima de R$ 899,00 e máxima de R$ 2.599,00 isso sem comentar o plano de dados com velocidade mínima de 250MB (isso é que é alta velocidade no iPhone ?). Para quem tem problemas com pressão alta, realmente o preço está bem salgado...
Mas você já deve estar imaginando, mas porque o iPhone está custando tão caro no Brasil ? Como o aparelho é importando, existe a famosa incidência de impostos de importação, IPI, ICMS, PIS/Cofins e o famoso efeito cascata. A carga tributária total chega a quase 70% . Realmente o governo é seu sócio majoritário na compra do seu iPhone. Tem muita gente reclamando dos valores e isso é plausível, o governo também poderia arrecadar impostos e ganhar na escala e não por unidade.
Como o iPhone não tem concorrentes no Brasil será que inicialmente para produtos inovadores a carga tributária não deveria ser menor ? Até mesmo para aumentar a competitividade do mercado ? Pois se o governo não arrecadar com a comercialização do iPhone, irá arrecadar com a cobrança de impostos sobre o serviço cobrado pelas operadoras.
O mais provável é que isso tudo acabe acontecendo o que aconteceu com o cigarro no país, aumentaram tanto a carga tributária para diminuir o consumo que o contrabando disparou, e o governo teve uma grande redução na arrecadação. Será que o fumante que consome aquele maravilhoso cigarro made in Paraguai, irá processar alguma empresa brasileira pelo seu câncer na garganta? E as consultas médicas (SUS) no país que aumentam cada vez mais relativo as doenças pulmonares destes cigarros que até madeira tem na sua composição. Antes as empresas como Philip Morris e Souza Cruz, tinham um volume de vendas maior, mas contribuíam para pagar essa conta do hospital. O Governo precisa atentar para suas medidas tributárias e perceber o reflexo que isso causa na população e a maneira de como o povo reage perante a tudo isso. Como diz uma campanha do Governo: “O brasileiro não desiste nunca”. Isso é verdade, se não for por meios legais o brasileiro irá dar um “jeitinho” de conseguir adquirir seu iPhone 3G, nem que seja para usar um chip pré pago.
Mas uma vez o governo atrasa seus liderados pela falta da famosa reforma tributária em nosso país.
Será que isso um dia irá acontecer ou já virou lenda em nosso país? Como o boi tatá e a mula sem cabeça !!
Como diz a cação: “Que país é este....?”
Autor: Angelo Roberto de Oliveira
(Consultor)

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Pro Moção e Pra Mocinha
Por  Angelo Oliveira em 22/09/2008, 14:12
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Muitas vezes nos deparamos com cada ação promocional que é de doer os ossos.. afinal de contas osso dói ou não ? Será que a dor é comparável a dor do fígado ou a do cotovelo ? Se alguém souber me avise por favor.

Mas claro que existem promoções que vale a pena participar e até são criativas, mesmo que você não seja o sortudo contemplado, vale a pena participar.

Veja o caso da Pepsi e da rede Lanchonete da Cidade (rede de bares, lanchonetes e pizzarias) de São Paulo, eles estão fazendo uma ação bem criativa, e não é vinculada ao consumo e sim e por si só somente, dependerá da criatividade criativa de quem criar, der a melhor resposta, claro que quem for avaliar terá que entender que você é uma pessoa criativa, inteligente e que merece ser o ganhador. Enquanto falo sem parar da tal promoção e de como ela funciona, já estava esquencendo do grande prêmio. Tcharammmm.. O grande prêmio é: Um lindo FUSCA 1968 Originalzinho da Silva. Para quem é aficcionado pelo veículo ou está cansado dos atuais carros, chamados de modernos, pois possuem ar, condicionado, direção hidráulica, são flex e o melhor de tudo usam alternador… para quem não entende nada de motor de avião, de nada irá adiantar…mas tudo bem.. há ainda quem prefira ter um carro desses para matar a saudade de fazê-lo pegar no tranco.. e ainda chamar os amigos e vizinhos para ajudar a empurrar, quando não pega, sempre tem um que grita: Engata a segunda.. engata a segunda e tira todo o pé da embregem. Bem isso é coisa do passado e hoje o financiamento é em até 200 anos para pagar… Mas voltando ao assunto, essa promoção como diria meu vô é supimpa, muito bacana mesmo, vale a pena participar.

O que acontece hoje em dia é que na maioria das vezes as promoções cada vez mais são coisas para nos tachar de loucos e inocentes.

Quando vamos ao super, hiper, mega mercado, normalmente no comecinho do mês, quando o cartão alimentação é carregado e coincidentemente em um final de semana, vemos aquelas “lindas” promotoras nos corredores do supermerado, normalmente com àquele sorriso “xi, lá vem aquelas pestinhas.. ou lá vem aquele cara que canta só promotoras..hee tem cada uma.. temos que rir para não chorar. O pior de tudo isso, é que as “belas” moças não dão a mínima para os consumidores e parece que quando nos aproximamos estamos incomodando a conversa dela com outra colega do lado de lá do corredor. Cada imagem que a empresa passa com isso. Isso tudo são sinais, sinais de que quando você parar na frente da prateleira ela irá dizer, levando 4 produtos e pagando mais R$ 4,00 você leva este lindo brinde. Claro que com a logo da empresa e alguns brindes promocionais incríveis, você usa uma vez e já quebrou. Mas não é nem pelo brinde é a forma toda como é feita a promoção, será que eles acham que somos da época da TELEFUNKEN? Vemos algumas promoções que nas compras acima de R$ 50,00 você ganha um celular, mas é obvio que você ganha o celular se habilitar no plano pós pago com um contrato de fidelidade até o apocalipse. Sabia que se você na loja da operadora que está dando o “celular” você faz um plano pós pago em um pacote de valor menor e ainda ganha o celular de grátis? Tem cada coisa que ouvimos que é melhor mesmo ouvir do que ser surdo, porque se fossemos surdos para que celular não é ?

Uma outra grandiosa jogada promocional são as empresas que lançam promoção para novos clientes (verdadeiras arapucas) enquanto os que já estão na base, não têm beneficio algum, ou melhor, têm sim quando ligam para cancelar um produto ou serviço, então eles oferecem mundos e fundos. Isso até parece relacionamento, o rapaz tem uma moça boa pinta, um ótimo partido, mas não dá valor, depois que perde a para outra base, tenta fazer de tudo para reconquistar até mostra novas vantagens e serviços… Mas depois ja era.. magoou.. magoou..

Pense nisso na hora de adquir um produto ou serviço, avalie se a marca é socialmente responsável com velhos fregueses e novos clientes. Mais uma vez as lembramos que até as grandes marcas têm pessoas por trás e hoje em dia o mundo está cada vez mais capitalista, reflita as sua pequenas atitudes, elas podem influenciar o planeta.

________________ Se você tiver curiosidade para ver a promoção do Fusca !!!_________________

www.fuscadacidade.com.br

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Grátis de Graça
Por  Angelo Oliveira em 18/09/2008, 10:33
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Estava eu a voltar de uma reunião com amigos, conhecendo novos métodos de planos de carreira, aonde você pode trabalhar por conta própria e de como você pode ser dono do seu próprio negócio e até se tornar uma pessoa rica e muito bem sucedida. O bom de tudo isso é que quanto mais dinheiro e prestigio você tem, menos dinheiro você gasta. Já percebeu que gente famosa e rica sempre ganham as coisas ? É convite para ir a Ilha de Caras, são convidados para tudo, até quem não é famoso, mas coleciona uma boa bufunfa acaba indo. Já pensei muito sobre isso e não consigo entender, porque não convida os pobres para ganharem as coisas, comerem de graça ? Gente rica não paga mesmo.

Então lembrei deste texto que faz parte da edição 68, ano 12 da revista HSM - Management.

Mas antes de ler, reflita em uma coisa, mas uma coisa que já é sabido e depois leia o texto abaixo: Na vida, será que tudo é fácil ? O sucesso vem sem esforço, dedicação e disciplina?



“Aos 40 anos, King Gillette era um inventor frustrado, com um quê anticapitalista e trabalhava como vendedor de tampas para garrafas. O ano era 1890 e, apesar de suas idéias e de sua energia, e dos pais ricos, não conseguia muita coisa com seu trabalho.

Para ele, a culpa era da competição do mercado. Na verdade, no ano anterior Gillette havia publicado um livro, The Human Drift, no qual afirmava que todos os setores deveriam ser controlados por uma única empresa, de propriedade pública. E mais: todos os milhões de norte-americanos deveriam viver em uma cidade imensa chamada Metrópolis, abastecida pela energia gerada nas Cataratas do Niágara.

Seu chefe na fábrica de tampinhas lhe deu, porém, um conselho valioso nessa época: inventar algo que as pessoas usassem e jogassem fora, para voltar a comprar outras vezes.

Um dia, enquanto se barbeava com uma navalha tão gasta que não poderia ser afiada nem uma vez mais, essa idéia surgiu. E se a lâmina se limitasse a uma peça metálica bem fina? Em vez de perder tempo afiando as navalhas, os homens poderiam simplesmente descartar as lâminas sempre que perdessem o fio. Depois de alguns anos de testes, nascia o aparelho de barbear. A novidade não agradou de imediato: em 1903, primeiro ano de comercialização, foram vendidos 51 barbeadores e 168 lâminas. Só que, nas duas décadas seguintes, Gillette recorreu a todos os artifícios de marketing que conseguiu imaginar. Mandou imprimir o próprio rosto nas embalagens, tornando-se lendário e, para algumas pessoas, um personagem de ficção.

Forneceu milhões de aparelhos de barbear para o exército norte-americano (mediante um generoso desconto), na esperança de que os soldados se barbeassem nos períodos de guerra e mantivessem o hábito nos tempos de paz. Vendeu lotes de aparelhos para alguns bancos, para que oferecessem a novidade aos clientes que abrissem contas (a campanha publicitária orientava: “shave and save”, ou “barbeie-se e economize”). O aparelho de barbear vinha como brinde dos produtos mais variados, de chicletes a café, chás, temperos e marshmallows. A oferta do brinde ajudava a vender os produtos, mas o maior beneficiado era Gillette: a distribuição dos aparelhos de barbear, inúteis sem a lâmina, criava demanda para seu produto. Alguns bilhões de lâminas vendidas depois, esse modelo de negócio funciona hoje como base para diversos setores: ofereça telefones celulares de graça e venda os serviços da operadora; barateie o preço dos videogames e venda jogos a preços altos; instale máquinas de café sem nenhum custo e cobre bem pelos sachês para preparação da bebida. Graças a Gillette, a idéia de que é possível ganhar dinheiro dando algo de graça não é mais vista como uma proposta radical. Mas, até recentemente, quase tudo que era “gratuito” não passava do resultado daquilo que os economistas chamam de “subsídio cruzado”: o consumidor “ganha” um produto se comprar outro ou é contemplado com um produto se pagar por um serviço.“



Este texto tem duas vertentes, como você obter vantagens com essa estratégia de marketing, ou ganhar dinheiro, muito dinheiro inventando ou criando algo na mesma filosofia. Como o que já acontece com muitos produtos dos quais você ainda não se deu conta. Você já reparou como baixaram os valores das impressoras e de como aumentaram os valores do cartucho / tonner ?

Realmente não seria muito bom se muitas empresas fornecessem, alguns produtos gratuitos em contra partida de seus suplementos, assim como já acontece com o celular ? Será que isso um dia irá acontecer com modens? Por que os computadores já vêm, com placa de rede e não com modem de ADSL 2+ internamente, por que temos que pagar por produtos adicionais na aquisição de certos bens?

Quando você for adquirir sua nova TV de plasma de 42″, consulte com o vendedor se a instalação é gratuita na parede ou se ela vem com suporte, e ainda mais, verifique se para aquelas famosas entradas HDMI, os cabos já estão inclusos, pois o valor destes itens não são muito baratos, principalmente dos cabos HDMI.

Já que estamos em um país globalizado por que as multinacionais não nos tratam como consumidores do primeiro mundo ? Por que a APPLE demorou tanto para abrir uma loja no Brasil ? Por que os brasileiros tiveram que comprar Iphone, como se fosse muamba? São muitas perguntas não são? Imagine só o período que o novo usuário do Iphone 3G vai ter no contrato de fidelidade das operadoras, 24 meses vai ser pouco e com no mínimo um pacote de R$ 300,00 mensais, fora o pacote de dados. Dá lhe inadimplência e Iphone com chip pré-pago.

Ainda irá demorar muito para o futuro grátis chegar ao Brasil.
Autor: Angelo Roberto de Oliveira

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GOL LINHAS AÉREAS :: como sair da crise?!
Por  jrbernardoni em 17/10/2006, 17:38
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“Nossa reputação e resultados podem ser prejudicados caso ocorra algum acidente ou incidente envolvendo nossas aeronaves”. Alerta publicado na página 42 do prospecto da emissão de ações da Gol, segunda maior empresa aérea do país.

A empresa tem, mesmo que pequeno, um histórico admirável. Nos últimos três anos a frota cresceu de 22 para 55 aeronaves, o faturamento passou de 529 milhões para 1,2 bilhão de dólares e seu lucro cresceu de 39 milhões para 158 milhões de dólares. Estes números fazem da Gol uma das companhias aéreas mais rentáveis do mundo. Mesmo assim, o acaso pode agir nessas horas. E mais, de forma cruel. "Estamos empenhados em prestar assistência às famílias", disse Constantino Júnior, numa entrevista coletiva convocada um dia após o acidente. "Acho que a questão do negócio, a questão de valor, de empresa, pode ser deixada para depois."

Um desastre aéreo é um duríssimo golpe no ativo mais valioso de uma empresa aérea: a credibilidade. Não há impacto comparável. As perdas, em casos como esse, são incalculáveis e irreparáveis. Mal gerenciada, a inevitável crise pode levar uma companhia ao fracasso, uma palavra que até hoje nunca tinha feito parte do dicionário da Gol. Criada em 2001, a empresa representou uma ansiada novidade num setor em que antes imperava a ineficiência. Até seu surgimento, as grandes companhias aéreas brasileiras eram Varig, Vasp e Transbrasil, com pesadas estruturas de custos e arcaicos modelos de gestão - além da TAM, a atual líder de mercado. O que se viu nos cinco anos seguintes foi uma incrível série de boas notícias vindas da empresa da família Constantino. Um modelo de negócios inovador, a bem-sucedida abertura de capital, os recordes de rentabilidade, a vertiginosa expansão e a entrada dos controladores no seleto grupo de bilionários da revista americana Forbes. Em 2004, ano do lançamento de ações, a companhia foi escolhida a empresa do ano por Melhores e Maiores, de EXAME. O desastre do Boeing transformou completamente essa rotina de sucessos da Gol - e deu origem ao imenso desafio que é lidar com uma tragédia de tamanha magnitude. Tal como aconteceu com a TAM há dez anos, a Gol terá de se provar apta a superá-la, convencendo o mercado de que permanece confiável - em todos os sentidos.

Segundo os especialistas, as primeiras 72 horas seguintes ao acidente são essenciais para definir se uma empresa reagiu bem ou mal à tragédia. Nos três dias seguintes à queda do Boeing, a Gol seguiu uma cartilha de gestão de crise desenvolvida nos Estados Unidos e adotada pelas grandes empresas aéreas do mundo. Os planos de contingência são repetidos à exaustão nas companhias - como os exércitos, que em tempos de paz treinam e traçam estratégias para a guerra com todos os países vizinhos. "Ninguém espera que a crise aconteça, mas é preciso estar preparado para ela", diz o responsável pela área de segurança de uma empresa aérea brasileira. A linha telefônica gratuita para o acesso a informações sobre as vítimas e a alocação dos parentes em hotéis são as regras mais básicas. A cartilha prevê também a criação de um comitê de crise, a escolha de uma sala para reunir as informações e as regras de comunicação com parentes dos passageiros, normalmente tomados pelo desespero e pela desconfiança em relação à companhia aérea.

:: Questão para debate ::

Ao invés de analisar um caso de fracasso, que já tem seu desfecho, vamos desta vez nos arriscar a projetar o futuro e sugerir estratégias para a Gol. Menos de um mês após o desastre, a companhia está seguindo bem a cartilha de contingências. Mas a questão principal é o quanto esse episódio vai abalar a empresa no longo prazo. O prejuízo atravessa a fronteira dos bens materiais, alcançando seu valor na bolsa, a imagem da marca e até a disposição dos clientes em voarem com a Gol. Sendo assim, qual é a estratégia que a companhia deve utilizar para gerir a crise e voltar a alcançar os patamares de crescimento dos últimos anos??

Obs.: Não vamos nos ater em apenas analisar os fatos, mas sim nas projeções futuras e na elaboração de estratégias. Sugiro que façam pesquisas complementares sobre o acidente, para que os adendos sejam mais ricos em informações.

Fonte: Exame

José Rodolpho Bernardoni :: jrbernardoni

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